As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira provocaram uma das maiores tragédias recentes da região, elevando para 49 o número de mortes confirmadas após temporais intensos acompanhados por deslizamentos de terra e alagamentos generalizados. Equipes de resgate seguem mobilizadas na tentativa de localizar ao menos 18 pessoas que continuam desaparecidas em áreas severamente afetadas.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o município de Juiz de Fora concentra o maior número de vítimas fatais, com 43 mortes registradas até o momento. Na cidade de Ubá, outras seis pessoas perderam a vida em decorrência dos impactos provocados pelas chuvas.
Os temporais causaram destruição em larga escala, atingindo bairros inteiros, comprometendo vias urbanas e deixando centenas de famílias desalojadas. Em diversas localidades, encostas cederam após o volume elevado de água, soterrando residências e dificultando o acesso das equipes de emergência.
Mesmo dias após o evento climático mais crítico, o cenário ainda é de instabilidade e preocupação. Na noite mais recente, voltou a chover intensamente em Juiz de Fora, provocando novos pontos de alagamento em avenidas importantes e agravando as condições já enfrentadas pelas equipes de busca. A lama acumulada e os destroços espalhados continuam representando obstáculos significativos para os trabalhos de resgate.
Bombeiros, agentes da Defesa Civil, policiais e voluntários atuam de forma integrada em operações que seguem em ritmo contínuo. O trabalho é considerado delicado devido ao risco de novos deslizamentos e ao solo ainda encharcado, fator que aumenta o perigo tanto para moradores quanto para os profissionais envolvidos nas buscas.
Além das perdas humanas, a tragédia deixou um rastro de destruição estrutural. Casas foram parcialmente ou totalmente destruídas, veículos arrastados pela força da água e serviços essenciais sofreram interrupções temporárias. Em algumas regiões, moradores enfrentam dificuldades relacionadas ao fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água.
Autoridades locais reforçam alertas para que a população evite áreas de risco, especialmente encostas e regiões próximas a córregos e rios, enquanto persistirem as condições climáticas adversas. Abrigos emergenciais foram organizados para acolher famílias que precisaram deixar suas residências por segurança.
Especialistas apontam que o elevado volume de chuva em curto período contribuiu diretamente para o colapso do solo em áreas urbanizadas, ampliando os impactos da tragédia. A combinação entre relevo acidentado e ocupações em regiões vulneráveis intensificou os efeitos dos deslizamentos registrados.
Enquanto as buscas continuam, a região vive um momento de luto coletivo e solidariedade. Comunidades, organizações sociais e voluntários têm se mobilizado para arrecadar donativos e prestar apoio às vítimas, em meio ao esforço conjunto para reconstruir áreas atingidas e oferecer assistência às famílias afetadas.
As operações seguem sem prazo definido para encerramento, já que a prioridade permanece na localização dos desaparecidos e na garantia da segurança da população diante da possibilidade de novas chuvas nos próximos dias.











