qua. maio 22nd, 2024
Bianca Benevenuti
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Se persistir o quadro atual, no avanço de quadros de depressão,  em 2020 será a segunda maior doença incapacitante, perdendo apenas para doenças cardíacas.

A depressão seria uma tristeza?

Segundo Teng Chei Tung, médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.  “A tristeza é uma emoção universal e tem o seu valor: leva à introspecção, ajuda a elaborar a frustração e contribui para o amadurecimento”, logo; em linhas gerais a tristeza, faz parte da vida do indivíduo, e inclusive é benéfica. Porém, quando é persistente, paralisante e muito profunda, pode se tornar a Depressão.

A ONU (organização Mundial da Saúde) comenta  que em 2020 a Depressão será a segunda doença que mais incapacitará as pessoas, tanto na área profissional, quanto na área pessoal. As tirará do convívio da família e das atividades laborais.

Breve histórico da depressão.

A depressão data da antiguididade, há 500 anos AC, mas era conhecida como “MelanKolia”, do grego melano chole, significando bílis negra. Pois os gregos já partilhavam a idéia moderna de que as doenças da mente estão conectadas de algum modo à disfunção corporal. A prática médica grega era baseada na teoria dos quatro humores, que considerava o temperamento como conseqüência dos quatro fluidos corporais: fleuma, bile amarela, sangue e bile negra. No texto intitulado Da Natureza do Homem, Hipócrates (ou seu genro Polibeu, não se sabe ao certo) estabelece uma correspondência entre os 4 humores, as 4 estações do ano e as 4 características fundamentais da matéria (quente, fria, seca e úmida). A cada um dos humores ele relacionou um sintoma psicológico. Em seu estado normal, o homem teria os 4 bem equilibrados. O problema se daria em casos de excesso de um ou de outro. Bile amarela demais causaria um temperamento raivoso, da mesma maneira que a bile negra em abundância provocaria a depressão. “Se a tristeza e a angústia não passam, o estado é melancólico”, disse Hipócrates em seus Aforismas.

Hipócrates, no século V antes de Cristo, escreve sobre a melancolia: “uma afecção sem febre, na qual o espírito triste permanece sem razão fixado em uma mesma idéia, constantemente abatido […]”3:14. E Freud em 1917, escreveu Luto e melancolia, texto no qual afirma que a melancolia é uma forma de luto e que surge de uma sensação de perda da libido.

No século atual, já foi comprovado que existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão,  e que também pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro, no caso ligados aos hormônios, a serotonina por exemplo. O  CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças), DSM (Estatística das Perturbações Mentais) catalogam a depressão como doença mental, sendo necessário o acompanhamento Psiquiátrico e Psicológico. O termo depressão foi inicialmente usado em inglês para descrever o desânimo em 1660, e entrou para o uso comum em meados do século XIX.

 

Agora, porque temos ouvido tanto falar sobre este tema? Porque tanta preocupação?

Porque além de levar a situações extremas, como pro exemplo, auto mutilação e  suicídio, é considerada como doença e como tal, existe tratamento e meios para levar o indivíduo depressivo a melhora. Sabe-se que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios. Por essas e outras, já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares.

Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.

Hoje em dia quase não se usa o termo melancolia. A palavra ainda é usada para casos profundos de depressão, esse sim, o termo médico em voga. O mundo de hoje vê a depressão como uma doença sem qualquer implicação positiva. Do ponto de vista clínico, a depressão é uma doença incapacitante e, diferente da tristeza, não pode ser controlada pelo paciente sozinho.

Agora; o que não se deve fazer, em casos de pessoas com o diagnóstico de depressão?

Desconsiderar, achar que não é nada, ou que é “frescura”!

Depressão mão é frescura! Como citado acima, é doença e deve ser cuidada e monitorada de perto, como qualquer outra doença.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Gonçales,  Cintia Adriana . Machado, Ana Lúcia. DEPRESSÃO, O MAL DO SÉCULO: DE QUE SÉCULO?

https://saude.abril.com.br/medicina/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

https://saude.abril.com.br/medicina/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

https://super.abril.com.br/historia/historia-da-depressaono-canto-da-vida/